segunda-feira, 23 de novembro de 2009

http://resistir.info/

As duas economias americanas , por Nouriel Roubini, 23/Nov

Société Générale explica aos seus clientes medidas de preparação para um potencial "colapso global" , por Ambrose Evans-Pritchard, 22/Nov

O apagão da racionalidade , por Paulo Metri, 20/Nov

Os Estados face às três opções brutais de 2010: Inflação, forte pressão fiscal ou cessação de pagamentos , por GEAB, 19/Nov

Desemprego já atinge 696,9 mil portugueses e apenas 350,8 mil recebem subsídio , por Eugénio Rosa, 19/Nov

Um gesto da mão invisível , por John Michael Greer, 18/Nov

Gaza, campo de extermínio lento , por Thabet El Masri, 17/Nov

A propósito do livro de Fidel Castro "La paz en Colombia" , por Jesús Santrich, 17/Nov

Quando o dólar reanimar, o mercado entrará em crash , por Mike Whitney, 16/Nov

Os EUA nada fazem de bom no Afeganistão , por Malalai Joya, 16/Nov

Em 2010 o governo pretende aumentar as pensões da segurança social em 4,3€ ( 0,14€/dia), e as da administração pública em 5€ (0,17€/dia) , por Eugénio Rosa, 15/Nov

A implosão vindoura: Os 'demasiado grande para falir' e a teoria dos grandes números , por Henry C.K. Liu, 14/Nov

Os sonhos morrem com dificuldade , por James Howard Kunstler, 13/Nov

Orçamento do Pentágono: o maior de sempre e a crescer , por Sara Flounders, 12/Nov

Aos militares com honra , por FARC-EP, 12/Nov

Honduras: A resistência diz um não categórico às eleições-farsa de 29/Novembro , 11/Nov

Romper o grande silêncio australiano , por John Pilger, 11/Nov

O rosto armado do neoliberalismo , por Karen Faulk, 10/Nov

O pacto de Sócrates para o desemprego e para a precariedade , por Eugénio Rosa, 09/Nov

Documento oficial da US Air Force revela as verdadeiras intenções por trás do Acordo Militar EUA-Colômbia , por Eva Golinger, 08/Nov

O papel do ouro no sistema monetário internacional , por Matthias Chang, 07/Nov

A lição não aprendida de 1929 , por Henry C.K. Liu, 06/Nov

Honduras: Um golpe de mestre , por Ivan Pinheiro, 05/Nov

Honduras: a vitória do "smart power" , por Eva Golinger, 05/Nov

Golpe suave em Honduras , por Pedro Ayres, 04/Nov

A Autoridade Palestiniana contra a libertação da Palestina e contra a solidariedade internacional , por Azmi Bishara, 03/Nov

Livrar o mundo da doença do pacifismo , por William Blum, 02/Nov

Honduras: Washington forçou um acordo lesivo , por Carlos Aznarez, 01/Nov

Em 2008, as dividas à segurança social já atingiam 3.738 milhões €, e Vieira da Silva preparava um gigantesco perdão de 3.006 milhões € , por Eugénio Rosa, 31/Out

Os EUA como Estado fracassado , por Paul Craig Roberts, 31/Out

Governo Obama faz propaganda enganosa acerca da gripe suína , por Richard Gale e Dr. Gary Null, 30/Out

Homenagem a Carlos Marighella , por PCB, 30/Out

Obama vai finalmente eliminar o bloqueio a Cuba? , por Maxime Vivas, 29/Out

O petróleo e o futuro , por John Hess, 28/Out

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Homenagem a Carlos Marighella
por PCB [*]
No próximo dia 4 de novembro, cumprem-se quarenta anos do covarde assassinato de Carlos Marighella pelas forças da repressão da ditadura militar. O PCB se associa a todas as iniciativas para homenagear este herói e conclama sua militância e amigos a delas participarem. Marighella formou-se politicamente na grande escola do PCB, onde militou a maior parte de sua vida como revolucionário. Após o golpe imperialista de 1964, que assumiu a forma de golpe militar, o camarada rompeu com o PCB, liderando a criação da ALN (Ação Libertadora Nacional), em razão de divergências com a linha política do Partido, em que predominavam as ilusões de aliança com setores da chamada burguesia nacional e na democracia burguesa, equívocos que estão na raiz da derrota popular em 1964. O PCB, que sepultou as ilusões reformistas em seu processo de reconstrução revolucionária, respeita e compreende as razões de Marighella para romper com o Partido, mesmo divergindo do método e considerando que a forma de luta adotada pela ALN, apesar de legítima, não era adequada àquela correlação de forças e ao nível de organização e mobilização da resistência popular à ditadura. Entretanto, apesar de considerarmos correta, até 1979, a linha política do PCB na questão do enfrentamento à ditadura pela via do movimento de massas e da frente democrática, não estamos entre aqueles que negam ou subestimam o papel da insurgência armada adotada por algumas organizações no período que, ao preço de muitas vidas que nos fazem falta, também contribuíram para a derrubada da ditadura. Também é preciso ficar claro que a ditadura não escolhia suas vítimas apenas em função dos meios com que lutavam. Entre 1973 e 1975, foram assassinados dezenas de camaradas do PCB, cujos corpos jamais apareceram, dentre eles quase todos os membros do Comitê Central que aqui atuavam na clandestinidade. Marighella não pertence apenas ao PCB nem à ALN. Pertence a todos os revolucionários e se inscreve na galeria de heróis que, em todo o mundo, lutaram e lutam contra a opressão e a exploração, por uma sociedade em que todos nos possamos chamar de companheiros. Camarada Marighella, presente! PCB – Partido Comunista Brasileiro Comissão Política Nacional Comitê Central Rio, 25 de outubro de 2009 Esta nota política encontra-se em http://resistir.info/ .

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Funcionalismo Público -Sinal vermelho para acordos abre sinal verde para greve

Os servidores da base da Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) votaram e aprovaram sinal verde para mobilização unificada. Um indicativo de greve está apontado para o dia 10 de novembro. Duzentos e vinte e seis servidores de diversas categorias se reuniram neste sábado, na plenária nacional da Confederação, e decidiram as ações que serão tomadas para seguir lutando pelo cumprimento de acordos e compromissos firmados pelo governo. Representantes de 25 estados e 27 entidades filiadas à Condsef mostraram que os servidores estão decididos a lutar por suas reivindicações e direitos. Uma paralisação de 24 horas de todas as categorias mobilizadas acontece no próximo dia 1º de outubro. Logo em seguida, nos dias 15 e 16 de outubro, os servidores dão novo recado ao governo e se mobilizam com 48 horas de paralisação de suas atividades. Uma nova plenária nacional será realizada no final de outubro e podedefinir por uma paralisação por tempo indeterminado caso as negociações não avancem e a situação de recuo imposta pelo governo permaneça. Esta semana a Condsef entregou ao Ministério Público Federal o histórico do processo de negociações com o governo e denunciou o não cumprimento de diversos acordos firmados entre 2007 e 2009. A entidade fez um balanço das cláusulas negociadas que permanecem em aberto. A denúncia ao Ministério Público é uma das ações feitas pela Condsef para assegurar que os acordos firmados com setores de sua base sejam cumpridos. Outra é buscar junto ao Congresso Nacional o detalhamento da peça orçamentária 2010. O primeiro passo para isso será dado. A Condsef aguarda a confirmação de uma reunião com o relator do Projeto da Lei Anual Orçamentária (PLOA) 2010.Paralelo ao trabalho da Condsef em Brasília, suas filiadas em todo o Brasil seguem mobilizando os servidores nos estados. Tudo para unificar o movimento dos federais em torno do respeito aos acordos e cumprimento dos compromissos firmados pelo governo com milhares de servidores. Cerca de vinte e uma categorias têm acordos ainda pendentes, entre elas estão trabalhadores dos ministérios da Cultura, Agricultura, Fazenda, Trabalho e Emprego, Ciência e Tecnologia, AGU, Incra, Civis de Órgãos Militares, Dnit, Conab, DNPM, SPU, e outros.
Fonte: Condsef
ANDES-SN, FASUBRA e SINASEFE se reúnem para discutir Educação

Representantes do ANDES-SN, da Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras – FASUBRA e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica – SINASEFE se reuniram, na sede do ANDES-SN, no dia 18/9, para definir estratégias conjuntas de atuação nas lutas pela melhoria da educação brasileira. A reunião foi um dos encaminhamentos sugeridos na última reunião ampliada da Coordenação Nacional de Entidades de Servidores Federais – CNESF. De acordo com professor Luiz Henrique Schuch, que foi um dos representantes do ANDES-SN na reunião, foram sinalizadas várias possibilidades de articulação e atuação conjunta em torno da temática prioritária para os trabalhadores federais em educação.Os presentes discutiram a possibilidade de construção de uma agenda comum às três entidades, que abarcaria temas como reforma universitária, fundações estatais, seguridade social, carreira e orçamento das instituições federais de ensino superior, entre outros. Propuseram também a articulação entre os grupos de trabalho das entidades, que tratem de temas como educação, seguridade e carreira. Os representantes das entidades cogitaram também a possibilidade de realizar um seminário conjunto ainda este ano para discutir os temas relacionados à Educação, além de proporem uma atuação conjunta frente ao Congresso Nacional para defesa dos interesses das categorias, entre outras frentes de atuação. As idéias serão levadas às direções das entidades e voltarão a ser discutidas em reunião conjunta prevista para a próxima quinta-feira (24/9), às 10 horas, na sede do ANDES-SN.
Fonte: ANDES/SN
Vinte e dois sindicatos decidem continuar a greve nacional nos Correios.

CTB e CUT traem trabalhadores do Rio e impõem o fim da greve.Heitor Fernandes, Rio de Janeiro.
Na noite de sexta feira, 18/9, após uma passeata com mais de 1.500 trabalhadores, a direção do sindicato do Rio de Janeiro, dirigido pela CTB, operou uma infinidade de manobras e impôs a aceitação do acordo coletivo com validade para dois anos e o fim da greve, anunciando uma possível derrota sem precedentes na história do movimento sindical nos correios. Já na assembléia da noite anterior a CTB e a CUT queriam aceitar o acordo bianual e acabar com o movimento. Os dirigentes do sindicato anunciaram na imprensa o fim da greve e percorreram os locais de trabalho intimidando e ameaçando os trabalhadores que bravamente garantiam os piquetes. Com argumentos mentirosos diziam que a greve estava fraca em todo o país e só no Rio de Janeiro a proposta estava sendo recusada. Insultavam os militantes da Oposição Nacional Conlutas de todas as formas diante de nossa intransigente defesa contrária ao acordo bianual e nossa organização de centenas de trabalhadores enfurecidos que entoavam a palavra de ordem: “Dois anos não, sindicato pelegão!” Um diretor do sindicato conhecido como Azevedo agrediu um militante da Conlutas com coices e cabeçadas quando este subiu no carro de som para dividir a fala com um trabalhador de base. Outro diretor conhecido Cláudio Lobinho, tirou sua pele de cordeiro e percorreu os Centros de Distribuição na Zona Oeste ameaçando os carteiros nos piquetes dizendo que ele estava garantido e “blindado” por ser diretor do sindicato, mas “a base tinha mais é que se foder”. Repetindo o discurso que aprenderam no curso em parceria com o diretor regional dos Correios do Rio, os diretores do sindicato Ronaldo Leite, Marcos Sant'águida, Anizio e Cláudio Lobinho ameaçavam que os dias seriam descontados e mentiam que a ECT já tinha entrado com ação no TST. Na manhã de sexta-feira a direção do sindicato percorreu os locais de trabalho com baixa adesão à paralisação, convocando para a passeata os trabalhadores que furavam a greve. Durante a passeata os militantes da Conlutas foram impedidos de subir no carro de som, somente a CUT e CTB. Com o cartão de ponto batido os trabalhadores foram liberados pelos chefes e rumaram para a assembléia realizada na Cinelândia. Após o fim da passeata, onde só foram permitidas dez falas no carro de som, sendo seis da CUT-CTB favoráveis ao acordo bianual e quatro contrários, dentre estes um da Conlutas. Pela imprensa a diretoria do sindicato já declarava o previsto fim da greve e afirmava que precisaria “explicar” a proposta à categoria, mas era apenas o ardil necessário para acabar com a greve. Confusos e sem as “explicações” prometidas dois terços dos trabalhadores presentes na assembléia caíram na cilada armada pela direção do sindicato e votaram pela aceitação do nefasto acordo bianual e saída da greve. O objetivo da CTB e CUT está muito claro: assinar um acordo com validade de dois anos, para que no ano que vem não ocorra nenhum conflito dos trabalhadores com o governo Lula e sua candidata a presidente da república e demais candidatos. Outro objetivo dos sindicalistas governistas é facilitar o projeto da direção da ECT e do governo na transformação da empresa em Correios S/A. O diretor do sindicato Marcos Sant'águida, já está sendo chamado de “Marquinhos S/A”, pois é um ferrenho defensor da transformação da ECT em sociedade anônima. Já está claro que o objetivo entre os sindicalistas governistas é pegar uma boquinha como membros do Conselho de Administração da nova empresa privatizada. Pois, conforme o parágrafo único do artigo 40 da Lei das S/A (6.404), incluído por FHC e mantido por Lula, está prevista a “participação no conselho de representantes dos empregados, escolhidos pelo voto destes, em eleição direta, organizada pela empresa, em conjunto com as entidades sindicais que os representem.” Sabemos que luta de classes é dinâmica e história se repete como farsa ou como tragédia. Este pretenso acordo coletivo bianual, se implantado, poderá se tornar um modelo para as demais categorias em luta, como bancários, petroleiros, metalúrgicos, o que seria uma derrota imposta pelo governo de frente popular ao conjunto dos trabalhadores brasileiros. Caso as direções da CUT e CTB tivessem realmente compromisso com os interesses da classe trabalhadora a postura mais coerente seria a convocação de nova assembléia para retomada e fortalecimento da greve que se mantém forte e resistente na maioria dos 35 sindicatos dos trabalhadores dos Correios.
Todo apoio a heróica greve dos trabalhadores dos correios
LULA: "Covarde" é quem se rende a Sarney e Collor para se manter no poder
Infelizmente, o presidente Lula deu mais uma demonstração de que os anos no poder o fizeram mudar de lado. Antes, um dirigente sindical que foi reconhecido no mundo todo como líder das greves contra a ditadura. Agora, um Presidente da República que esquece o passado de lutas e ataca a justa greve de uma categoria que constrói no dia a dia uma das maiores empresas deste país e tem um piso salarial de R$ 648,15. Lula chamou os dirigentes da greve dos Correios de COVARDES. Em que pese todas as nossas diferenças com uma ala governista no comando da greve, repudiamos esta atitude absurda de atacar pela imprensa a direção de nosso movimento justo e legítimo. Achamos sim uma atitude "covarde" do presidente Lula quando ele se rende ao apoio de figuras tão ligadas a corrupção. Como os senadores José Sarney e Fernando Collor de Melo, inimigos conhecidos do povo brasileiro e dos trabalhadores dos Correios. E ataca os trabalhadores para impor um acordo de dois anos para que não tenham Campanha Salarial em 2010 e não atrapalhe a tentativa de eleger sua sucessora Dilma Roussef. Perguntamos ao presidente: quem mudou de lado? Porque esta maioria parlamentar não serviu nos últimos sete anos de governo para acabar com o famigerado fator previdenciário? Para reduzir a jornada de trabalho sem redução de salários? Para revogar a lei de FHC que quebrou o monopólio do petróleo brasileiro? Para garantir um reajuste digno aos aposentados? Para garantir a estabilidade no emprego que poderia ter evitado mais de 1 milhão de novos demitidos no primeiro semestre deste ano? Porque a "covardia" não está nos trabalhadores dos Correios. Está sim no Governo Lula que não atende nenhuma reivindicação histórica da classe trabalhadora e não enfrenta de verdade os interesses da burguesia e seus partidos de direita. Existem sim problemas políticos em uma parte significativa da direção do nosso movimento, que vacila em alguns momentos. Mas em nossa opinião não é por covardia, mas sim porque uma parte do Comando tem relações diretas e são atrelados aos interesses de alguns partidos que compõe este governo, como o PT e o PCdoB. Para estes, fazemos um chamado sincero: Rompam com este governo "covarde" que só protege os grandes empresários. E vamos construir nossa greve nacional, mantendo a greve forte em SP, em Brasília, no RS, no Nordeste e na maioria dos Sindicatos da FENTECT e retomando a greve nos Estados que por ventura saíram do movimento.
· REPUDIAR OS MEMBROS DA ARTICULAÇÃO E CTB QUE ORIENTARAM A ASSINATURA DO ACORDO!· QUE O RIO DE JANEIRO VOLTE A GREVE!· DISCUTIR UMA CONTRA-PROPOSTA!· NÃO AO CORTE DO PONTO. PELO ABONO DOS DIAS PARADOS!· ACORDO BIANUAL É ARROCHO SALARIAL!
Assinam: Geraldo Rodrigues e Heitor Fernandes, dirigentes da FENTECT pela Oposição Nacional Conlutas.
Metalúrgicos da GM de São José decidem hoje sobre reajuste
Assembléia reunirá trabalhadores do 1º e 2º turno

Os trabalhadores da General Motors de São José dos Campos decidem, nesta segunda-feira, às 14h30, em uma grande assembléia, se aceitam a proposta para a Campanha Salarial deste ano. O acordo prevê 8,53% de reajuste salarial, sendo 3,7% de aumento real, e abono de R$ 1.950. Se aprovado pela categoria, este acordo vai superar os índices fechados pelo Sinfavea (Sindicato dos Fabricantes de Veículos Automotores) com os Sindicatos dos Metalúrgicos do ABC e de Taubaté, filiados à CUT, que ficou em 6,53% e abono de R$ 1.500. A aprovação pelos trabalhadores de São José dos Campos, se confirmada, vai colocar fim ao impasse que se arrasta há dois meses. A princípio, as montadoras ofereciam apenas a reposição da inflação e resistiam em avançar nas cláusulas sociais. Os metalúrgicos da montadora intensificaram a mobilização para pressionar a empresa. Desde o dia 10 de setembro, ocorreram quatro dias de paralisação. Na última sexta-feira, em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Campinas, foi construída uma nova proposta, mas a GM só deu sua resposta final no domingo, em telefonema ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, filiado à CONLUTAS. O reajuste de 8,3% proposto na audiência do TRT contempla salários de até R$ 7 mil. Acima desse valor, haverá um reajuste fixo de R$ 581. Também ficou definido o pagamento de 50% dos dias parados. O acordo também beneficiará os metalúrgicos de São Caetano do Sul (SP).
Reintegração
Além disso, numa grande vitória da categoria, a GM vai reintegrar os diretores sindicais Sebastião Francisco Ribeiro e Eliane dos Santos, que também são funcionários da GM e foram demitidos por justa causa durante a greve na montadora. Na manhã desta segunda, os trabalhadores do 1º turno do setor S10, em assembléia, encerraram a greve iniciada na última sexta-feira e aprovaram o acordo negociado entre o Sindicato e a GM. A aprovação foi unânime entre os cerca de 2 mil metalúrgicos presentes, que também aprovaram a realização de uma assembléia unificada à tarde entre os trabalhadores do 1º e 2º turnos. A assembléia da tarde deve reunir cerca de 6 mil trabalhadores. “Esta foi uma campanha que comprovou a grande força dos metalúrgicos, que não se deixaram enganar pela choradeira dos patrões. Agora, vamos intensificar a luta dos outros setores, que ainda não apresentaram proposta favorável”, afirma o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Vivaldo Moreira Araújo.
Fonte: Sind. Metal. SJC

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Não à repressão!
Trabalhadores da construção civil em greve são duramente agredidos pela polícia em Belém


A Conlutas presta todo o apoio e se solidariza com trabalhadores em greve, que foram duramente agredidos pela polícia de belém
Trabalhadores são duramente reprimidos pela polícia, mas votam pela
continuação da greve. 9.000 operários
da construção civil param às ruas de Belém no 1° dia de greve da categoria
O 1º dia de greve dos trabalhadores da construção civil no Pará, na quarta-feira (2), foi marcado por muita
luta e união por parte dos operários da categoria. Desde as 6 horas da manhã mobilizaram-se em piquetes na frente das obras. 9.000 operários das principais obras da construção civil do estado entraram em greve por tempo indeterminado reivindicando um reajuste maior
nos seus salários.
A patronal, como já era de se esperar, fez de tudo para impedir a greve e contratou seguranças armados para não de
ixar os operários saírem de suas obras e impedirem a adesão à greve. Além disso, os patrões também contaram com o apoio da Polícia Militar e da tropa de choque, a ROTAM, da governadora Ana Júlia (PT), que reprimiu violentamente os trabalhadores durante o ato. A polícia usou gás lacrimogênio e balas de borracha para dispersar a massa de trabalhadores e impedir que os operários entrassem nos canteiros de obras para retirar os companheiros que ainda trabalhavam.
A direção do sindicato chegou a fazer um acordo com o comandante da ROTAM para garantir a manifestação dos operários de forma pacífica. Os operários exigiam seguir o ato para paralisar obras que ainda estavam funcionando. Cada obra parada era comemorada com entusiasmo, porém era visível o aumento do número de policiais, o que já indicava o que viria a seguir.
Repressã
o da polícia deixa 15 trabalhadores presos e quatro feridos
Os patrões deixaram claro desde o início do ato que não iam deixar barato a greve da categoria e que estavam dispostos a reprimir de forma dura a paralisação. Logo no início do ato, seguranças armados da construtora
Urbana atiraram nos operários que tentaram entrar na obra para retirar os trabalhadores que ainda estavam lá. Os operários ficaram revoltados e foram para cima dos seguranças. A polícia interveio com bombas de gás e balas de borracha. Os operários não esmoreceram e foram para cima. Resultado: dois operários feridos, um na cabeça e outro na perna. Mas o pior ainda estava por vir.
Na Praça Brasil, no centro da capital, quando o ato já estava se dirigindo de volta ao sindicato para que os operários almoçassem, a Polícia Militar, que estava na retaguarda, começou a bater e a perseguir os trabalhadores de fo
rma violenta. Para se ter uma idéia, a polícia arrancou o motorista do carro de som e o prenderam de forma arbitrária
e injusta. Cortaram o som e passaram a jogar gás lacrimogênio nos manifestantes, atirando na direção dos operários o que causou pânico na população presente. Os operários foram para cima e o confronto foi inevitável. Começaram a jogar pedras, mangas e pedaços de madeira nos policiais para se defender dos ataques. Um trabalhador foi surrado pela polícia com escoriações no corpo todo. Uma viatura passou em cima das pernas de um operário que teve lesão na coluna e as pernas paralisadas. O saldo foi de 15 trabalhadores presos e quatro feridos.
Os operários ficaram revoltados com a situação. A polícia acabou com o ato, porém os operários seguiram até o sindicato e lá, votaram por unanimidade na continuação da greve. Os patrões já declararam que ir
ão entrar na justiça para decretar a abusividade da greve, mas a categoria está forte. Amanhã terá novamente piquetes e a ordem é continuar as paralisações até os patrões decidirem negociar.
Wellingta Macedo, de Belém