terça-feira, 22 de setembro de 2009

Metalúrgicos da GM de São José decidem hoje sobre reajuste
Assembléia reunirá trabalhadores do 1º e 2º turno

Os trabalhadores da General Motors de São José dos Campos decidem, nesta segunda-feira, às 14h30, em uma grande assembléia, se aceitam a proposta para a Campanha Salarial deste ano. O acordo prevê 8,53% de reajuste salarial, sendo 3,7% de aumento real, e abono de R$ 1.950. Se aprovado pela categoria, este acordo vai superar os índices fechados pelo Sinfavea (Sindicato dos Fabricantes de Veículos Automotores) com os Sindicatos dos Metalúrgicos do ABC e de Taubaté, filiados à CUT, que ficou em 6,53% e abono de R$ 1.500. A aprovação pelos trabalhadores de São José dos Campos, se confirmada, vai colocar fim ao impasse que se arrasta há dois meses. A princípio, as montadoras ofereciam apenas a reposição da inflação e resistiam em avançar nas cláusulas sociais. Os metalúrgicos da montadora intensificaram a mobilização para pressionar a empresa. Desde o dia 10 de setembro, ocorreram quatro dias de paralisação. Na última sexta-feira, em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Campinas, foi construída uma nova proposta, mas a GM só deu sua resposta final no domingo, em telefonema ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, filiado à CONLUTAS. O reajuste de 8,3% proposto na audiência do TRT contempla salários de até R$ 7 mil. Acima desse valor, haverá um reajuste fixo de R$ 581. Também ficou definido o pagamento de 50% dos dias parados. O acordo também beneficiará os metalúrgicos de São Caetano do Sul (SP).
Reintegração
Além disso, numa grande vitória da categoria, a GM vai reintegrar os diretores sindicais Sebastião Francisco Ribeiro e Eliane dos Santos, que também são funcionários da GM e foram demitidos por justa causa durante a greve na montadora. Na manhã desta segunda, os trabalhadores do 1º turno do setor S10, em assembléia, encerraram a greve iniciada na última sexta-feira e aprovaram o acordo negociado entre o Sindicato e a GM. A aprovação foi unânime entre os cerca de 2 mil metalúrgicos presentes, que também aprovaram a realização de uma assembléia unificada à tarde entre os trabalhadores do 1º e 2º turnos. A assembléia da tarde deve reunir cerca de 6 mil trabalhadores. “Esta foi uma campanha que comprovou a grande força dos metalúrgicos, que não se deixaram enganar pela choradeira dos patrões. Agora, vamos intensificar a luta dos outros setores, que ainda não apresentaram proposta favorável”, afirma o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Vivaldo Moreira Araújo.
Fonte: Sind. Metal. SJC

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