segunda-feira, 23 de novembro de 2009

http://resistir.info/

As duas economias americanas , por Nouriel Roubini, 23/Nov

Société Générale explica aos seus clientes medidas de preparação para um potencial "colapso global" , por Ambrose Evans-Pritchard, 22/Nov

O apagão da racionalidade , por Paulo Metri, 20/Nov

Os Estados face às três opções brutais de 2010: Inflação, forte pressão fiscal ou cessação de pagamentos , por GEAB, 19/Nov

Desemprego já atinge 696,9 mil portugueses e apenas 350,8 mil recebem subsídio , por Eugénio Rosa, 19/Nov

Um gesto da mão invisível , por John Michael Greer, 18/Nov

Gaza, campo de extermínio lento , por Thabet El Masri, 17/Nov

A propósito do livro de Fidel Castro "La paz en Colombia" , por Jesús Santrich, 17/Nov

Quando o dólar reanimar, o mercado entrará em crash , por Mike Whitney, 16/Nov

Os EUA nada fazem de bom no Afeganistão , por Malalai Joya, 16/Nov

Em 2010 o governo pretende aumentar as pensões da segurança social em 4,3€ ( 0,14€/dia), e as da administração pública em 5€ (0,17€/dia) , por Eugénio Rosa, 15/Nov

A implosão vindoura: Os 'demasiado grande para falir' e a teoria dos grandes números , por Henry C.K. Liu, 14/Nov

Os sonhos morrem com dificuldade , por James Howard Kunstler, 13/Nov

Orçamento do Pentágono: o maior de sempre e a crescer , por Sara Flounders, 12/Nov

Aos militares com honra , por FARC-EP, 12/Nov

Honduras: A resistência diz um não categórico às eleições-farsa de 29/Novembro , 11/Nov

Romper o grande silêncio australiano , por John Pilger, 11/Nov

O rosto armado do neoliberalismo , por Karen Faulk, 10/Nov

O pacto de Sócrates para o desemprego e para a precariedade , por Eugénio Rosa, 09/Nov

Documento oficial da US Air Force revela as verdadeiras intenções por trás do Acordo Militar EUA-Colômbia , por Eva Golinger, 08/Nov

O papel do ouro no sistema monetário internacional , por Matthias Chang, 07/Nov

A lição não aprendida de 1929 , por Henry C.K. Liu, 06/Nov

Honduras: Um golpe de mestre , por Ivan Pinheiro, 05/Nov

Honduras: a vitória do "smart power" , por Eva Golinger, 05/Nov

Golpe suave em Honduras , por Pedro Ayres, 04/Nov

A Autoridade Palestiniana contra a libertação da Palestina e contra a solidariedade internacional , por Azmi Bishara, 03/Nov

Livrar o mundo da doença do pacifismo , por William Blum, 02/Nov

Honduras: Washington forçou um acordo lesivo , por Carlos Aznarez, 01/Nov

Em 2008, as dividas à segurança social já atingiam 3.738 milhões €, e Vieira da Silva preparava um gigantesco perdão de 3.006 milhões € , por Eugénio Rosa, 31/Out

Os EUA como Estado fracassado , por Paul Craig Roberts, 31/Out

Governo Obama faz propaganda enganosa acerca da gripe suína , por Richard Gale e Dr. Gary Null, 30/Out

Homenagem a Carlos Marighella , por PCB, 30/Out

Obama vai finalmente eliminar o bloqueio a Cuba? , por Maxime Vivas, 29/Out

O petróleo e o futuro , por John Hess, 28/Out

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Homenagem a Carlos Marighella
por PCB [*]
No próximo dia 4 de novembro, cumprem-se quarenta anos do covarde assassinato de Carlos Marighella pelas forças da repressão da ditadura militar. O PCB se associa a todas as iniciativas para homenagear este herói e conclama sua militância e amigos a delas participarem. Marighella formou-se politicamente na grande escola do PCB, onde militou a maior parte de sua vida como revolucionário. Após o golpe imperialista de 1964, que assumiu a forma de golpe militar, o camarada rompeu com o PCB, liderando a criação da ALN (Ação Libertadora Nacional), em razão de divergências com a linha política do Partido, em que predominavam as ilusões de aliança com setores da chamada burguesia nacional e na democracia burguesa, equívocos que estão na raiz da derrota popular em 1964. O PCB, que sepultou as ilusões reformistas em seu processo de reconstrução revolucionária, respeita e compreende as razões de Marighella para romper com o Partido, mesmo divergindo do método e considerando que a forma de luta adotada pela ALN, apesar de legítima, não era adequada àquela correlação de forças e ao nível de organização e mobilização da resistência popular à ditadura. Entretanto, apesar de considerarmos correta, até 1979, a linha política do PCB na questão do enfrentamento à ditadura pela via do movimento de massas e da frente democrática, não estamos entre aqueles que negam ou subestimam o papel da insurgência armada adotada por algumas organizações no período que, ao preço de muitas vidas que nos fazem falta, também contribuíram para a derrubada da ditadura. Também é preciso ficar claro que a ditadura não escolhia suas vítimas apenas em função dos meios com que lutavam. Entre 1973 e 1975, foram assassinados dezenas de camaradas do PCB, cujos corpos jamais apareceram, dentre eles quase todos os membros do Comitê Central que aqui atuavam na clandestinidade. Marighella não pertence apenas ao PCB nem à ALN. Pertence a todos os revolucionários e se inscreve na galeria de heróis que, em todo o mundo, lutaram e lutam contra a opressão e a exploração, por uma sociedade em que todos nos possamos chamar de companheiros. Camarada Marighella, presente! PCB – Partido Comunista Brasileiro Comissão Política Nacional Comitê Central Rio, 25 de outubro de 2009 Esta nota política encontra-se em http://resistir.info/ .

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Funcionalismo Público -Sinal vermelho para acordos abre sinal verde para greve

Os servidores da base da Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) votaram e aprovaram sinal verde para mobilização unificada. Um indicativo de greve está apontado para o dia 10 de novembro. Duzentos e vinte e seis servidores de diversas categorias se reuniram neste sábado, na plenária nacional da Confederação, e decidiram as ações que serão tomadas para seguir lutando pelo cumprimento de acordos e compromissos firmados pelo governo. Representantes de 25 estados e 27 entidades filiadas à Condsef mostraram que os servidores estão decididos a lutar por suas reivindicações e direitos. Uma paralisação de 24 horas de todas as categorias mobilizadas acontece no próximo dia 1º de outubro. Logo em seguida, nos dias 15 e 16 de outubro, os servidores dão novo recado ao governo e se mobilizam com 48 horas de paralisação de suas atividades. Uma nova plenária nacional será realizada no final de outubro e podedefinir por uma paralisação por tempo indeterminado caso as negociações não avancem e a situação de recuo imposta pelo governo permaneça. Esta semana a Condsef entregou ao Ministério Público Federal o histórico do processo de negociações com o governo e denunciou o não cumprimento de diversos acordos firmados entre 2007 e 2009. A entidade fez um balanço das cláusulas negociadas que permanecem em aberto. A denúncia ao Ministério Público é uma das ações feitas pela Condsef para assegurar que os acordos firmados com setores de sua base sejam cumpridos. Outra é buscar junto ao Congresso Nacional o detalhamento da peça orçamentária 2010. O primeiro passo para isso será dado. A Condsef aguarda a confirmação de uma reunião com o relator do Projeto da Lei Anual Orçamentária (PLOA) 2010.Paralelo ao trabalho da Condsef em Brasília, suas filiadas em todo o Brasil seguem mobilizando os servidores nos estados. Tudo para unificar o movimento dos federais em torno do respeito aos acordos e cumprimento dos compromissos firmados pelo governo com milhares de servidores. Cerca de vinte e uma categorias têm acordos ainda pendentes, entre elas estão trabalhadores dos ministérios da Cultura, Agricultura, Fazenda, Trabalho e Emprego, Ciência e Tecnologia, AGU, Incra, Civis de Órgãos Militares, Dnit, Conab, DNPM, SPU, e outros.
Fonte: Condsef
ANDES-SN, FASUBRA e SINASEFE se reúnem para discutir Educação

Representantes do ANDES-SN, da Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras – FASUBRA e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica – SINASEFE se reuniram, na sede do ANDES-SN, no dia 18/9, para definir estratégias conjuntas de atuação nas lutas pela melhoria da educação brasileira. A reunião foi um dos encaminhamentos sugeridos na última reunião ampliada da Coordenação Nacional de Entidades de Servidores Federais – CNESF. De acordo com professor Luiz Henrique Schuch, que foi um dos representantes do ANDES-SN na reunião, foram sinalizadas várias possibilidades de articulação e atuação conjunta em torno da temática prioritária para os trabalhadores federais em educação.Os presentes discutiram a possibilidade de construção de uma agenda comum às três entidades, que abarcaria temas como reforma universitária, fundações estatais, seguridade social, carreira e orçamento das instituições federais de ensino superior, entre outros. Propuseram também a articulação entre os grupos de trabalho das entidades, que tratem de temas como educação, seguridade e carreira. Os representantes das entidades cogitaram também a possibilidade de realizar um seminário conjunto ainda este ano para discutir os temas relacionados à Educação, além de proporem uma atuação conjunta frente ao Congresso Nacional para defesa dos interesses das categorias, entre outras frentes de atuação. As idéias serão levadas às direções das entidades e voltarão a ser discutidas em reunião conjunta prevista para a próxima quinta-feira (24/9), às 10 horas, na sede do ANDES-SN.
Fonte: ANDES/SN
Vinte e dois sindicatos decidem continuar a greve nacional nos Correios.

CTB e CUT traem trabalhadores do Rio e impõem o fim da greve.Heitor Fernandes, Rio de Janeiro.
Na noite de sexta feira, 18/9, após uma passeata com mais de 1.500 trabalhadores, a direção do sindicato do Rio de Janeiro, dirigido pela CTB, operou uma infinidade de manobras e impôs a aceitação do acordo coletivo com validade para dois anos e o fim da greve, anunciando uma possível derrota sem precedentes na história do movimento sindical nos correios. Já na assembléia da noite anterior a CTB e a CUT queriam aceitar o acordo bianual e acabar com o movimento. Os dirigentes do sindicato anunciaram na imprensa o fim da greve e percorreram os locais de trabalho intimidando e ameaçando os trabalhadores que bravamente garantiam os piquetes. Com argumentos mentirosos diziam que a greve estava fraca em todo o país e só no Rio de Janeiro a proposta estava sendo recusada. Insultavam os militantes da Oposição Nacional Conlutas de todas as formas diante de nossa intransigente defesa contrária ao acordo bianual e nossa organização de centenas de trabalhadores enfurecidos que entoavam a palavra de ordem: “Dois anos não, sindicato pelegão!” Um diretor do sindicato conhecido como Azevedo agrediu um militante da Conlutas com coices e cabeçadas quando este subiu no carro de som para dividir a fala com um trabalhador de base. Outro diretor conhecido Cláudio Lobinho, tirou sua pele de cordeiro e percorreu os Centros de Distribuição na Zona Oeste ameaçando os carteiros nos piquetes dizendo que ele estava garantido e “blindado” por ser diretor do sindicato, mas “a base tinha mais é que se foder”. Repetindo o discurso que aprenderam no curso em parceria com o diretor regional dos Correios do Rio, os diretores do sindicato Ronaldo Leite, Marcos Sant'águida, Anizio e Cláudio Lobinho ameaçavam que os dias seriam descontados e mentiam que a ECT já tinha entrado com ação no TST. Na manhã de sexta-feira a direção do sindicato percorreu os locais de trabalho com baixa adesão à paralisação, convocando para a passeata os trabalhadores que furavam a greve. Durante a passeata os militantes da Conlutas foram impedidos de subir no carro de som, somente a CUT e CTB. Com o cartão de ponto batido os trabalhadores foram liberados pelos chefes e rumaram para a assembléia realizada na Cinelândia. Após o fim da passeata, onde só foram permitidas dez falas no carro de som, sendo seis da CUT-CTB favoráveis ao acordo bianual e quatro contrários, dentre estes um da Conlutas. Pela imprensa a diretoria do sindicato já declarava o previsto fim da greve e afirmava que precisaria “explicar” a proposta à categoria, mas era apenas o ardil necessário para acabar com a greve. Confusos e sem as “explicações” prometidas dois terços dos trabalhadores presentes na assembléia caíram na cilada armada pela direção do sindicato e votaram pela aceitação do nefasto acordo bianual e saída da greve. O objetivo da CTB e CUT está muito claro: assinar um acordo com validade de dois anos, para que no ano que vem não ocorra nenhum conflito dos trabalhadores com o governo Lula e sua candidata a presidente da república e demais candidatos. Outro objetivo dos sindicalistas governistas é facilitar o projeto da direção da ECT e do governo na transformação da empresa em Correios S/A. O diretor do sindicato Marcos Sant'águida, já está sendo chamado de “Marquinhos S/A”, pois é um ferrenho defensor da transformação da ECT em sociedade anônima. Já está claro que o objetivo entre os sindicalistas governistas é pegar uma boquinha como membros do Conselho de Administração da nova empresa privatizada. Pois, conforme o parágrafo único do artigo 40 da Lei das S/A (6.404), incluído por FHC e mantido por Lula, está prevista a “participação no conselho de representantes dos empregados, escolhidos pelo voto destes, em eleição direta, organizada pela empresa, em conjunto com as entidades sindicais que os representem.” Sabemos que luta de classes é dinâmica e história se repete como farsa ou como tragédia. Este pretenso acordo coletivo bianual, se implantado, poderá se tornar um modelo para as demais categorias em luta, como bancários, petroleiros, metalúrgicos, o que seria uma derrota imposta pelo governo de frente popular ao conjunto dos trabalhadores brasileiros. Caso as direções da CUT e CTB tivessem realmente compromisso com os interesses da classe trabalhadora a postura mais coerente seria a convocação de nova assembléia para retomada e fortalecimento da greve que se mantém forte e resistente na maioria dos 35 sindicatos dos trabalhadores dos Correios.
Todo apoio a heróica greve dos trabalhadores dos correios
LULA: "Covarde" é quem se rende a Sarney e Collor para se manter no poder
Infelizmente, o presidente Lula deu mais uma demonstração de que os anos no poder o fizeram mudar de lado. Antes, um dirigente sindical que foi reconhecido no mundo todo como líder das greves contra a ditadura. Agora, um Presidente da República que esquece o passado de lutas e ataca a justa greve de uma categoria que constrói no dia a dia uma das maiores empresas deste país e tem um piso salarial de R$ 648,15. Lula chamou os dirigentes da greve dos Correios de COVARDES. Em que pese todas as nossas diferenças com uma ala governista no comando da greve, repudiamos esta atitude absurda de atacar pela imprensa a direção de nosso movimento justo e legítimo. Achamos sim uma atitude "covarde" do presidente Lula quando ele se rende ao apoio de figuras tão ligadas a corrupção. Como os senadores José Sarney e Fernando Collor de Melo, inimigos conhecidos do povo brasileiro e dos trabalhadores dos Correios. E ataca os trabalhadores para impor um acordo de dois anos para que não tenham Campanha Salarial em 2010 e não atrapalhe a tentativa de eleger sua sucessora Dilma Roussef. Perguntamos ao presidente: quem mudou de lado? Porque esta maioria parlamentar não serviu nos últimos sete anos de governo para acabar com o famigerado fator previdenciário? Para reduzir a jornada de trabalho sem redução de salários? Para revogar a lei de FHC que quebrou o monopólio do petróleo brasileiro? Para garantir um reajuste digno aos aposentados? Para garantir a estabilidade no emprego que poderia ter evitado mais de 1 milhão de novos demitidos no primeiro semestre deste ano? Porque a "covardia" não está nos trabalhadores dos Correios. Está sim no Governo Lula que não atende nenhuma reivindicação histórica da classe trabalhadora e não enfrenta de verdade os interesses da burguesia e seus partidos de direita. Existem sim problemas políticos em uma parte significativa da direção do nosso movimento, que vacila em alguns momentos. Mas em nossa opinião não é por covardia, mas sim porque uma parte do Comando tem relações diretas e são atrelados aos interesses de alguns partidos que compõe este governo, como o PT e o PCdoB. Para estes, fazemos um chamado sincero: Rompam com este governo "covarde" que só protege os grandes empresários. E vamos construir nossa greve nacional, mantendo a greve forte em SP, em Brasília, no RS, no Nordeste e na maioria dos Sindicatos da FENTECT e retomando a greve nos Estados que por ventura saíram do movimento.
· REPUDIAR OS MEMBROS DA ARTICULAÇÃO E CTB QUE ORIENTARAM A ASSINATURA DO ACORDO!· QUE O RIO DE JANEIRO VOLTE A GREVE!· DISCUTIR UMA CONTRA-PROPOSTA!· NÃO AO CORTE DO PONTO. PELO ABONO DOS DIAS PARADOS!· ACORDO BIANUAL É ARROCHO SALARIAL!
Assinam: Geraldo Rodrigues e Heitor Fernandes, dirigentes da FENTECT pela Oposição Nacional Conlutas.
Metalúrgicos da GM de São José decidem hoje sobre reajuste
Assembléia reunirá trabalhadores do 1º e 2º turno

Os trabalhadores da General Motors de São José dos Campos decidem, nesta segunda-feira, às 14h30, em uma grande assembléia, se aceitam a proposta para a Campanha Salarial deste ano. O acordo prevê 8,53% de reajuste salarial, sendo 3,7% de aumento real, e abono de R$ 1.950. Se aprovado pela categoria, este acordo vai superar os índices fechados pelo Sinfavea (Sindicato dos Fabricantes de Veículos Automotores) com os Sindicatos dos Metalúrgicos do ABC e de Taubaté, filiados à CUT, que ficou em 6,53% e abono de R$ 1.500. A aprovação pelos trabalhadores de São José dos Campos, se confirmada, vai colocar fim ao impasse que se arrasta há dois meses. A princípio, as montadoras ofereciam apenas a reposição da inflação e resistiam em avançar nas cláusulas sociais. Os metalúrgicos da montadora intensificaram a mobilização para pressionar a empresa. Desde o dia 10 de setembro, ocorreram quatro dias de paralisação. Na última sexta-feira, em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Campinas, foi construída uma nova proposta, mas a GM só deu sua resposta final no domingo, em telefonema ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, filiado à CONLUTAS. O reajuste de 8,3% proposto na audiência do TRT contempla salários de até R$ 7 mil. Acima desse valor, haverá um reajuste fixo de R$ 581. Também ficou definido o pagamento de 50% dos dias parados. O acordo também beneficiará os metalúrgicos de São Caetano do Sul (SP).
Reintegração
Além disso, numa grande vitória da categoria, a GM vai reintegrar os diretores sindicais Sebastião Francisco Ribeiro e Eliane dos Santos, que também são funcionários da GM e foram demitidos por justa causa durante a greve na montadora. Na manhã desta segunda, os trabalhadores do 1º turno do setor S10, em assembléia, encerraram a greve iniciada na última sexta-feira e aprovaram o acordo negociado entre o Sindicato e a GM. A aprovação foi unânime entre os cerca de 2 mil metalúrgicos presentes, que também aprovaram a realização de uma assembléia unificada à tarde entre os trabalhadores do 1º e 2º turnos. A assembléia da tarde deve reunir cerca de 6 mil trabalhadores. “Esta foi uma campanha que comprovou a grande força dos metalúrgicos, que não se deixaram enganar pela choradeira dos patrões. Agora, vamos intensificar a luta dos outros setores, que ainda não apresentaram proposta favorável”, afirma o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Vivaldo Moreira Araújo.
Fonte: Sind. Metal. SJC

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Não à repressão!
Trabalhadores da construção civil em greve são duramente agredidos pela polícia em Belém


A Conlutas presta todo o apoio e se solidariza com trabalhadores em greve, que foram duramente agredidos pela polícia de belém
Trabalhadores são duramente reprimidos pela polícia, mas votam pela
continuação da greve. 9.000 operários
da construção civil param às ruas de Belém no 1° dia de greve da categoria
O 1º dia de greve dos trabalhadores da construção civil no Pará, na quarta-feira (2), foi marcado por muita
luta e união por parte dos operários da categoria. Desde as 6 horas da manhã mobilizaram-se em piquetes na frente das obras. 9.000 operários das principais obras da construção civil do estado entraram em greve por tempo indeterminado reivindicando um reajuste maior
nos seus salários.
A patronal, como já era de se esperar, fez de tudo para impedir a greve e contratou seguranças armados para não de
ixar os operários saírem de suas obras e impedirem a adesão à greve. Além disso, os patrões também contaram com o apoio da Polícia Militar e da tropa de choque, a ROTAM, da governadora Ana Júlia (PT), que reprimiu violentamente os trabalhadores durante o ato. A polícia usou gás lacrimogênio e balas de borracha para dispersar a massa de trabalhadores e impedir que os operários entrassem nos canteiros de obras para retirar os companheiros que ainda trabalhavam.
A direção do sindicato chegou a fazer um acordo com o comandante da ROTAM para garantir a manifestação dos operários de forma pacífica. Os operários exigiam seguir o ato para paralisar obras que ainda estavam funcionando. Cada obra parada era comemorada com entusiasmo, porém era visível o aumento do número de policiais, o que já indicava o que viria a seguir.
Repressã
o da polícia deixa 15 trabalhadores presos e quatro feridos
Os patrões deixaram claro desde o início do ato que não iam deixar barato a greve da categoria e que estavam dispostos a reprimir de forma dura a paralisação. Logo no início do ato, seguranças armados da construtora
Urbana atiraram nos operários que tentaram entrar na obra para retirar os trabalhadores que ainda estavam lá. Os operários ficaram revoltados e foram para cima dos seguranças. A polícia interveio com bombas de gás e balas de borracha. Os operários não esmoreceram e foram para cima. Resultado: dois operários feridos, um na cabeça e outro na perna. Mas o pior ainda estava por vir.
Na Praça Brasil, no centro da capital, quando o ato já estava se dirigindo de volta ao sindicato para que os operários almoçassem, a Polícia Militar, que estava na retaguarda, começou a bater e a perseguir os trabalhadores de fo
rma violenta. Para se ter uma idéia, a polícia arrancou o motorista do carro de som e o prenderam de forma arbitrária
e injusta. Cortaram o som e passaram a jogar gás lacrimogênio nos manifestantes, atirando na direção dos operários o que causou pânico na população presente. Os operários foram para cima e o confronto foi inevitável. Começaram a jogar pedras, mangas e pedaços de madeira nos policiais para se defender dos ataques. Um trabalhador foi surrado pela polícia com escoriações no corpo todo. Uma viatura passou em cima das pernas de um operário que teve lesão na coluna e as pernas paralisadas. O saldo foi de 15 trabalhadores presos e quatro feridos.
Os operários ficaram revoltados com a situação. A polícia acabou com o ato, porém os operários seguiram até o sindicato e lá, votaram por unanimidade na continuação da greve. Os patrões já declararam que ir
ão entrar na justiça para decretar a abusividade da greve, mas a categoria está forte. Amanhã terá novamente piquetes e a ordem é continuar as paralisações até os patrões decidirem negociar.
Wellingta Macedo, de Belém








Cordel anti-homofóbico já nasce polêmico
Wilson H. da Silva, da redação
No sábado, 29 de agosto, diversos ativistas da Conlutas e militantes compareceram ao Bar Odara, no Largo do Arouche, para participar do lançamento de mais um cordel escrito por Nando Poeta, um companheiro bastante querido por todos nós, e principalmente por aqueles que apreciam a importância de encontrar formas poéticas para falar sobre as coisas e o mundo pelos quais lutamos. O que, no caso de Nando, sempre vem acompanhado com um delicioso sotaque nordestino, feito sob medida para desfiar as riquezas do cordel.
Em São Paulo, diga-se de passagem, já se tornou quase uma tradição acompanhar um sarau organizado pelo companheiro em torno de datas importantes para os que lutam pelo socialismo. Foi assim no “8 de março” e no “1° de maio”. Como também já é uma grata satisfação conhecer sempre novos amigos cordelistas e poetas, com os quais Nando mantém um criativo diálogo.
Fruto desde diálogo, o cordel que foi lançado no dia 29 foi escrito com um outro talentoso cordelista, Varneci Nascimento, que compartilha com Nando o interesse pelos temas históricos, em seus 200 cordéis já publicados .
E cabe ressaltar que, de certa forma, a data, a escolha do local e o próprio tema também foram fruto de um tipo de “parceira”, esta fundamental para todos aqueles que sonham com um mundo melhor: a unidade e solidariedade entre todos os oprimidos pela discriminação e explorados pelo sistema.
Dia 29, foi “Dia Nacional da Visibilidade Lésbica” (leia matérias no site), por isso nada melhor do que escolher o Odara (um bar atualmente administrado por lésbicas), no Largo do Arouche (um dos pontos literalmente históricos da comunidade de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros, GLBT, de São Paulo) para lançar o cordel “Homossexualidade: história e luta”. Celebração da poesia e da luta O evento foi modesto, mas tão animado quanto importante. Cerca de três dezenas de companheiros e companheiras, de vários setores – como trabalhadores dos Correios, estudantes, professores e ativistas do movimento – circulavam pelo mezanino reservado no Odara.
O lançamento foi breve mas serviu como digna homenagem não só à luta das mulheres lésbicas como para todos os GLBT que lutam contra a discriminação e o preconceito, cotidianamente.
Apesar de não ser muito “comum” no jornalismo (por razões que não cabem ser desenvolvidas aqui), mas até mesmo porque esta matéria irá ter que tocar em temas referentes à imprensa (leia abaixo), vou sair de minha “persona” de jornalista para narrar em primeira pessoal parte do lançamento, já que tive o prazer de ter sido convidado, também para cumprir este papel. Falando em nome da Secretaria de Negros e Negras do PSTU, e como um dos orgulhosos fundadores de nossa Secretaria GLBT, saudei, em primeiro lugar, a iniciativa dos companheiros. Não só por terem tido a idéia de conceber o cordel, mas também pelo cuidado que tiveram em consultar ativistas e militantes GLBT’s , preocupados em não incorrer em algum equívoco, do ponto político.
Também foi destacada a importância de se usar uma arte tão popular e capaz de atingir a tantos como veículo para se fazer este debate. Como também, a enorme importância de termos, a partir daquele dia, um cordel lindo e politicamente forte contando aspectos de nossa vida, nossa história e nossa luta.
Um “belo poema de luta” que também é ótimo exemplo da solidariedade necessária entre os explorados e oprimidos, entre os professores héteros, ali presentes com suas famílias, companheiros e amigos, colocando sua arte a serviço de seus amigos e companheiros homossexuais.
Antes de lerem parte da obra para selar o lançamento, Varneci e Nando falaram um pouco sobre o processo que deu origem ao cordel; destacaram a importância desta troca de idéias, não só entre os dois, mas com os demais interlocutores que tiveram para poderem compor algo que respeitasse o ponto de vista dos homossexuais e do movimento e, obviamente, falaram sobre cordel, lendo suas primeiras estrofes:
• Queremos nesse assunto Mergulhar profundamente Pra mostrar uma estatística Que muda diariamente, A horrenda homofobia Crescendo mundialmente.
Por isso, nesse cordel Vamos por em evidência: Que quem curte o mesmo sexo, Ou pra isso tem tendência, Foi sempre desrespeitado E vítima da violência. Na repercussão não faltou homofobia
Em sua fala, Varneci também destacou algo que o estava incomodando desde que concedera uma entrevista na tarde de sábado, para um blog do site Terra. Varneci lembrou que “a importância de fazermos cordéis como este pode ser exemplificada por algo que aconteceu comigo naquela entrevista. O repórter perguntou se eu e Nando éramos gays, eu disse que não e expliquei o porquê tínhamos escrito o cordel e, inclusive, como eu tinha consultado gays e lésbicas e tudo mais. Sabe o que saiu publicado? Depois de fazer um comentário supostamente malicioso sobre a pergunta ‘inevitável’, o autor do blog afirma que eu me “esquivei” da resposta. Isto é uma demonstração do preconceito que ainda paira na sociedade, e influencia até a edição, e distorção, de coisas que dissemos”
A matéria, aliás, não limitou suas distorções a esta insinuação maliciosa e desnecessária, por parte de alguém que não entende o que é a solidariedade se pode se construída entre aqueles que diga-se de passagem. Sua abordagem deve ter estimulado a série de comentários homofóbicos ainda menos sutis do que surgiram no blog (visite e, certamente, você irá querer comentar:
http://iurirubim.blog.terra.com.br/2009/08/29/ninguem-e-orientado-a-ser-gay-diz-cordelista/).
Para ser ter uma idéia do real, atual e assustador nível com a que praga da homofobia se alastra, basta citar que, nas quase 20 mensagens já postadas, o termo “aberração” apareceu algumas vezes, e um dos signatários afirma, literalmente, “sim deve ser bom ser gay (...) como também deve ser muito bom ser viciado em crack (...) os gays lutam pelo direito de acabar com a ética, caráter e a família (...) sim matar pessoas também dever ser muito bom (...)”.
Felizmente, também surgiram comentários elogiosos sobre o trabalho dos dois cordelistas. Os aplausos no lançamento repercutiram em uma simpática mensagem enviada por Luiz Mott, um dos mais antigos dirigentes no movimento GLBT brasileiro, cujos dados são mencionados em parte do texto, e em vários cumprimentos deixados no página.
E, certamente, os elogios são justos. Iniciativas como as de Nando e Vardeci são provas de que a arte, quando é independente (principalmente da ideologia dominante e sua mediocridade) é uma aliada para todas as lutas.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Não ao acordão no Senado! Fora Sarney!

Só a mobilização pode derrubar o presidente da Casa

Da redação

Durante semanas, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se afundou num mar de denúncias que levou a Casa à sua maior crise política. Oportunista e de olho nas eleições em 2010, a oposição de direita liderada pelo PSDB, tendo o DEM como fiel escudeiro, resolveu embarcar na história e começou a atacar Sarney, pedindo sua saída.

A pose de grandes defensores da ética que PSDB e DEM assumiram, no entanto, durou muito pouco. A base aliada do governo resolveu contra-atacar e, através de Renan Calheiros (PMDB-AL), protocolou no Conselho de Ética do Senado uma denúncia contra o senador Arthur Virgilio (PSDB-AM). O tucano, entre outras coisas, empregou um funcionário fantasma em seu gabinete por dois anos e teve personal trainer pago pelo Senado.

O objetivo do governo, porém, não era investigar de fato o senador tucano. Era simplesmente ter uma moeda de troca para barganhar com o PSDB o arquivamento de todas as denúncias no Senado. Na avaliação dos senadores, tanto governistas como os da oposição, a imagem da Casa estava sendo corroída e todos os parlamentares sairiam perdendo. O próprio Sarney teria se reunido com Lula para tratar da manobra. Pelo acordo, o governo arquivaria a denúncia contra Virgilio se a oposição não insistisse em tentar reabrir os pedidos de investigação contra Sarney.

Assando a pizza
Dito e feito. No último dia 12, o presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), engavetou a denúncia contra o tucano. E o governo tem ainda muitas outras cartas na manga. Recentemente, vieram a público 468 novos atos secretos, editados entre 1998 e 1999, quando o presidente do Senado era o falecido Antonio Carlos Magalhães, então cacique do DEM.

No Senado, são todos Sarney. Todos devem alguma coisa e têm rabo preso. Por isso, se depender deles, o peemedebista vai continuar exatamente onde está. Sentado na cadeira de presidente e se lixando para a opinião pública.

Quem precisa do Senado?

Da redação

Ao se defender das denúncias que recaem sobre ele, Sarney discursou do alto da tribuna: “a crise não é minha. É do Senado”. O recado é claro: “não há nada do que fiz que vocês também não tenham feito”, poderia ter dito o velho coronel.

Toda a estrutura do Senado funciona para perpetuar seu caráter corrupto. Seu regimento, criado nos tempos da ditadura, tem artigos como o 197, que prevê sessão secreta para a cassação de senadores. O resultado se vê em casos de absolvição de notórios corruptos, como Renan Calheiros. Apesar do mar de lama que atingiu a instituição ao longo da sua história, apenas um senador foi cassado, Luiz Estevão, em 2000.

Os senadores enchem a boca para falar sobre democracia, mas o Senado é uma instituição completamente antidemocrática. A começar pela própria eleição dos senadores. Diferente dos deputados, a eleição para o Senado não leva em conta qualquer regra de proporcionalidade, ou seja, a quantidade de habitantes de determinado estado para eleger seus senadores. Cada um tem direito a três senadores e pronto.

Como se não bastasse, os senadores ainda têm mandato de oito anos, o dobro do tempo de um deputado federal. Isso significa que teremos que aturar o corrupto Fernando Collor de Melo por algum tempo. Nesse período, ele terá total imunidade parlamentar e não poderá responder a qualquer processo na Justiça comum.

Nos últimos anos, houve ainda uma proliferação de um novo tipo de picareta, os suplentes. Quando algum senador se afasta, seu cargo acaba com um ilustre desconhecido do eleitor. Nessa legislatura, os suplentes chegaram a ser 13 dos 81 senadores.

É o caso de Wellington Salgado (PMDB-MG), que substitui o hoje ministro Hélio Costa (Comunicações). Trata-se de um milionário empresário da educação e membro da tropa de choque de Renan Calheiros. Salgado é investigado pela Polícia Federal por sonegação, mas, como é senador (sem receber sequer um voto por isso), tem foro privilegiado garantido.

Pelo fim do Senado
O Senado está desconectado da realidade e não pode ser reformado, como defende o senador do PSOL José Neri. Isso porque sua função é ser justamente um contrapeso a qualquer pressão popular que a Câmara dos Deputados possa sofrer. Se a Câmara já é profundamente antidemocrática, o Senado serve apenas para reforçar essa característica.

Acabar com o Senado é acabar com um clube de mafiosos que só vota medidas contra os trabalhadores e rouba o dinheiro público. É possível funcionar com apenas uma câmara. Por isso, o PSTU defende o fim do Senado e uma única câmara legislativa, onde os parlamentares tenham mandatos revogáveis.

Hoje, a profunda crise do Senado tem colocado sua existência em discussão. Recentemente, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) defendeu a renúncia coletiva de todos os 81 senadores e a adoção de mandatos revogáveis. João Pedro Stedile, dirigente nacional do MST, defendeu publicamente a extinção da Casa. O presidente da ONG Transparência Brasil, Cláudio Abramo, afirmou em entrevista que o “Senado poderia ser fechado sem prejuízo para o Brasil”. Desta forma, seu fim é uma campanha que cresce a cada dia.

Sem o apoio de Lula, Sarney cairia

Eduardo Almeida, da Direção Nacional do PSTU

A pesquisa mais recente do Datafolha indica que 74% dos brasileiros querem o afastamento de Sarney. Junto a isso, 67% opinam que Lula faz um governo bom ou ótimo. Aparentemente, o povo brasileiro acha que é errado o apoio de Lula a Sarney, mas que isso é “parte da vida política”, que “todos acabam tendo que fazer isso para se manter”, etc. Assim, Lula escapa da crise do Senado sem grandes arranhões.

É preciso discutir esse tema com clareza no movimento sindical e estudantil. Sem o apoio do presidente, Sarney não duraria nem um dia. A base governista tem maioria no Senado. Trata-se de uma opção política do governo para manter sua aliança eleitoral em 2010 com alguns dos setores mais reacionários e corruptos da burguesia reunidos no PMDB.

E essa questão não é uma espécie de “pequeno defeito” em um governo “nosso”. A continuidade das velhas caras reacionárias de Sarney, Collor e Maluf é uma demonstração de que as mesmas grandes empresas que mandavam antes no país com FHC, seguem mandando com Lula.

O governo do PT serve muito às grandes empresas, porque pode enganar melhor os trabalhadores ao se apresentar com a cara de um ex-metalúrgico como Lula. Pode assim ter o apoio dos trabalhadores para suas ações, inclusive quando dá dinheiro às empresas, como na isenção do IPI. O presidente está, na verdade, salvando os lucros das grandes empresas, enquanto já existem cerca de um milhão de desempregados a mais com a crise. Se quisesse ajudar os trabalhadores, poderia decretar a estabilidade no emprego.

Os trabalhadores precisam abrir os olhos para enxergar os motivos reais das ações do governo: garantir os lucros das grandes empresas e salvar Sarney.
Lula conta com o apoio inestimável do PT, do PC do B, da CUT e da UNE para sustentar Sarney e conseguir o apoio dos trabalhadores a seus planos.

O PT e o PC do B tentam justificar o injustificável, apelando para o velho chavão de “golpe da mídia” contra Sarney. Aliás, a mesma desculpa esfarrapada do próprio peemedebista. A CUT e UNE, por sua vez, em seus congressos recentes, se recusaram a votar a favor do Fora Sarney.

A UNE do passado, que esteve junto das mobilizações do Fora Collor, realmente não existe mais. Hoje a direção da entidade está com ele na defesa do presidente do Senado, enquanto nas ruas os estudantes pintam de novo as caras para exigir Fora Sarney.

A dura verdade é que Sarney não é somente a cara do Senado, mas também uma das faces mais expressivas da aliança governista PT-PCdoB-CUT-UNE-PMDB.

Crescem as mobilizações pelo Fora Sarney

A postura da CUT e da UNE, entre outras entidades, não contém as manifestações exigindo Fora Sarney. A indignação crescente diante de todos os absurdos revelados diariamente no Senado está levando cada vez mais as pessoas às ruas.

Na jornada de lutas do dia 14, a Conlutas levou o Fora Sarney à jornada de mobilizações, atraindo a simpatia de milhares de trabalhadores e da população. Apesar da política das entidades do governo, a denúncia de Sarney ficou marcada nesse dia.

Em todo o país, pipocam atos exigindo a saída do presidente do Senado, com os estudantes à frente. No dia 15, foram realizadas diversas manifestações pelo país, convocadas espontaneamente pela Internet, via Orkut e Twitter.

Em Brasília, o Senado se viu obrigado a fechar suas portas para o público, a fim de evitar as manifestações quase diárias que vinham ocorrendo dentro da Casa. Como desculpa, alegou que a medida se tratava de prevenção contra a gripe suína. Os atos, como o realizado pela Conlutas, invariavelmente terminavam com as pancadarias da Polícia Legislativa.

Nosso lado não é o de Sarney
Para defender o presidente do Senado, entidades como a CUT, a UNE e a CTB (central ligada ao PCdoB) afirmam que atacá-lo seria o mesmo que entregar a presidência do Senado ao PSDB.

Tal polêmica se expressou no dia 14. No ato em São Paulo, o presidente da Força Sindical e deputado federal, Paulinho Pereira, respondeu ao discurso da Conlutas afirmando que era preciso “tomar cuidado com o que se falava, pois no ano que vem acontecem as eleições”. Para ele, o essencial é impedir a vitória de José Serra.

Já Wagner Gomes, da CTB, afirmou que em 2010 vai haver dois lados, um dos trabalhadores e outro do neoliberalismo. Esse é o argumento para a defesa de Sarney. Ele estaria, nessa lógica, ao lado de Lula e, consequentemente, no campo dos trabalhadores.

“A Conlutas tem lado e não é o lado do Sarney, nem dos corruptos do Senado”, afirmou Luiz Carlos Prates, o Mancha, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP) e da Secretaria Nacional Executiva da Conlutas. Para ele, nem Lula nem Sarney estão ao lado dos trabalhadores. “O lado deles é o lado dos patrões”, afirmou.

BOX

“Vamos mobilizar a juventude para derrubar Sarney”


O Opinião Socialista conversou com Camila Lisboa, estudante de ciências sociais da Unicamp e da Secretaria Nacional de Juventude do PSTU. Camila falou sobre o que as entidades que compõem a Anel estão discutindo como próximos passos da luta pelo Fora Sarney e o que a juventude do PSTU propõe para deslanchar esse movimento na volta às aulas.


Opinião Socialista – Explique a diferença entre a postura da UNE e a da Anel com relação a Sarney.

A Anel tem uma posição bastante categórica. Sarney tem que sair por tudo o que ele significa. Ele representa as velhas oligarquias, é um coronel, um dinossauro.
A UNE, ao defender Sarney, reafirma a ruptura com a sua tradição. Em nome do governo Lula e das eleições de 2010, defende um coronel corrupto e adota uma posição contrária à da juventude brasileira. Um coronel que no passado foi alvo das manifestações da juventude. A UNE, de cara-pintada virou cara-de-pau.

OS – O que a Anel tem feito pelo Fora Sarney?

Logo após o Congresso Nacional dos Estudantes, que fundou a Anel, as entidades discutiram uma campanha pelo Fora Sarney. Fizemos jornais e adesivos que estão circulando pelas escolas e universidades. A ideia é mobilizar o máximo a juventude para derrubar Sarney, como nas manifestações que ocorreram no último dia 15 em lugares como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Salvador, entre outros.

OS – E o que a Anel vai fazer com relação a essa campanha?

Vamos ampliar essa mobilização. Nesta semana, as escolas e universidades voltam às aulas, depois das férias estendidas por causa da gripe suína. Vamos lá convocar os estudantes para realizarmos grandes manifestações na próxima sexta-feira, dia 21, a fim de fortalecer a onda de atos que deve ocorrer no dia 22.

A nossa presença nos atos, porém, não vai ser só para exigir “ética na política”, mas para denunciar o governo e as relações que ele trava com essa direita corrupta e oligarca. Vai ser também para denunciar o próprio caráter corrupto e antidemocrático do Senado, um lugar que só serve para abrigar os maiores representantes da elite.

A candidata da imprensa capitalistaMarina Silva: contra o aborto e as pesquisas de células tronco

A escolhida pela burguesia para tentar acalmar a crise das eleições, capa de jornais e de revistas, Marina Silva, é contra o aborto, a pesquisa com células-tronco e defende o criacionismo18 de agosto de 2009
É preciso desmascarar a fraude montada pela burguesia em torno da candidatura de Marina Silva, apresentada como defensora do meio ambiente, ética e defensora das causas do povo.
A fabricação da candidata visa apresentá-la como suposta alternativa à classe trabalhadora, mas na verdadeé candidata burguesa, sem qualquer relação com a luta operária e camponesa. Ao contrário, tendo participado não apenas da política do grande capital para a Amazônia como da própria repressão aos trabalhadores.
E como vem à tona, defensora das mais reacionárias oligarquias dos rincões do País e contra metade da população, às mulheres.
A evangélica e membro da Assembléia de Deus, no início de 2008 levantou a questão de uma "educação plural", com a inclusão do estudo do criacionismo na grade curricular. Chegou a defender em declaração pública, num simpósio, a versão bíblica de que os homens foram criados por Deus seja lecionada ao lado do evolucionismo de Charles Darwin.
Ao lado de outros membro do PT e agora do PV (veja projeto de deputado do PV contra as mulheres) levou à frente a tentativa de aumentar a perseguição contra as mulheres. Marina Silva tentou barrar a Lei de Biossegurança, que tratava de pesquisas com células-tronco e transgênicos.
Além de privatizar florestas públicas na Amazônia, Marina Silva declarou que o Ibama e exército não são suficientes para proteger a Amazônia. No entanto fica claro que não quer proteger dos latifundiários, mas sim dos sem-terra. Liderou várias operações repressivas verdadeiramente criminosas contra os sem-terra, como a “Arco de Fogo” em Rondônia e a “Paz no Campo” Pará, ambas usadas para perseguir e assassinar os sem-terra em favor dos poderosos.
As apelações para colocar Marina Silva como mulher, negra ao lado do povo devem ser totalmente desmascaradas. É uma candidata da direita, contra as mulheres e o povo, usada para manipular o processo eleitoral.
Veja ao lado de quem está Marina Silva
Dr. Talmir (PV-SP) - Deputado que faz parte da “frente em defesa da vida – contra o aborto”. Coordenou mesa de debate com o tema: “estratégia pró-vida no Brasil: a resistência parlamentar e dos movimentos sociais em defesa da vida contra a legalização do aborto” fazendo propaganda da frente única a serviço de Ratzinger para acabar com os direitos das mulheres. Segundo ele “A luta do nosso movimento é para que não haja espaço para o aborto na discussão (!) das políticas públicas”.
É ligado aos mercenários planos de saúde, recebeu para a última campanha eleitoral vinte mil reais da Unimed.
Veja os portais para quais a página de Talmir indica: CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil); Pastoral familiar; Ação familiar no Brasil; Instituto vida; Paróquia São José; Rotary club.
É um agente da extrema direita, financiado para atacar as mulheres e se esconde atrás da demagogia campanha de defesa ecológica, no Partido Verde. São de sua autoria
PL 2154/2007 - Dispõe sobre a criação de código de acesso telefônico para recebimento de denúncias de abortos clandestinos.
PL 2155/2007 - Institui o “Dia do Nascituro”, a ser festejado no dia 8 de outubro de 2007 de cada ano, e prescreve medidas a serem adotadas pelos Poderes a que se refere, para efeito da respectiva comemoração.
PL 2273/2007 - Tipifica como crime a conduta de auxiliar ou fornecer instrumentos ou fármacos para a prática do aborto. Altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 1940.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Cidades
Edição de quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Falta estrutura no Planalto Bairro, que tem unidade de saúde fechada e uma única e lotada escola, também sofre com o aumento da violência

Rozil da Silva mora em Planalto há mais de oito anos. Nesse tempo, ouviu dizer que a rua onde vive com 24 parentes seria pavimentada e perto de casa ainda seriam construídos escola e posto de saúde. Nos últimos anos, a única coisa que viu crescer ao redor da casa emprestada pela sogra foi a violência.
A estrada de terra que passa em frente ao terreno de Rozil liga o asfalto aos novos conjuntos habitacionais que vêm recebendo, há dois meses, famílias vindas de favelas construídas em vias públicas de Natal. A prefeitura destruiu os barracos, encaminhou as famílias para casas novas do Planalto 2 e afirma que até 2010 a região ganhará escola e posto de saúde com que a família de Rozil sonha desde que deixou um assentamento e foi morar no Planalto.
População conta com poucos equipamentos públicos na região, que vem recebendo famílias de assentamentos e favelas Foto: Jona Lima/DN/D.A. Press O único posto de saúde que atende à população de 82 mil pessoas do Planalto está fechado desde maio por falta de condições. A escola infantil municipa,l que deveria servir a todas as crianças de quatro e cinco anos não tem como receber mais ninguém.
O cunhado de Rozil, transferido de Ponta Negra pela prefeitura com os seis filhos, perdeu o benefício do Bolsa Família porque não conseguiu matricular os meninos na escolinha. Indagado sobre como se sente morando no Planalto, Rozil desabafa: "Me sinto desprezado por todos. Estou desempregado, minha luz foi cortada e a água que a gente tem vem de gambiarra. Pensei em montar uma borracharia, mas quando veio o primeiro cliente lembrei que não tinha macaco para subir o carro e o cara foi embora".
Posto
O mofo nas paredes e o risco de desabamento da casa de dois andares onde funciona o único posto de saúde obrigaram os funcionários a paralisar os atendimentos. Os cinco médicos foram transferidos para outras áreas e, até o momento, a reforma não começou. A administradora do posto e moradora local Damares Cavalcante da Silva, conta que a prefeitura está viabilizando outra casa alugada no bairro para reinstalar o posto, mas a burocracia vem atrasando a mudança.
Apenas os serviços burocráticos, como emissão do cartão do SUS e a distribuição de remédios para outras unidades estão sendo realizados. Indagada se já precisou de atendimento durante o período em que o posto está fechado, responde com alívio. "Graças a Deus, não. Mas meus filhos já e acabei levando eles para Candelária. Demora de 15 a 20 minutos de ônibus, o ruim é ter que pagar duas passagens".
No meio do fogo cruzado, quem tem que acalmar os ânimos é a própria administradora. O curioso é que, como a maioria dos moradores do bairro, ela também precisa do posto. "Algumas pessoas vêm aqui, gritam comigo, já me chamaram de vagabunda, mas eu não posso fazer nada".
A assessoria da secretaria municipal de Saúde afirmou que a prefeitura já conseguiu um prédio, pertencente à Cooperativa Habitacional dos Servidores e Trabalhadores Sindicalizados (Coophab), para abrigar o posto. Ainda segundo a assessoria, até o final do mês será assinado um Termo de Comodato para possibilitar a transferência.
Vagas
Na única escola infantil noPlanalto, o Centro Municipal de Ensino Integrado Professora Maria Salete Alves Bila, localizada na Rua Abreulândia, 404 crianças estudam. Assim que as novas famílias transferidas para o bairro chegaram, a prefeitura pediu que a direção da escola fizesse uma reavaliação do quadro e foram encontradas 20 vagas.
O critério para matricular as crianças foi a ordema de chegada. "Fizemos um estudo no quadro, até porque tem sempre alguns que deixam de vir e ainda encontramos 20 vagas. Tem pai que já me disse para colocar o filho dele no chão, mas eu não posso fazer isso. E o pior é que eles nunca chegam aqui só com uma criança, mas com dois, três e até quatro meninos", afirmou a diretora da escolinha, Marineide Araújo da Silva.
Questionada sobre os pais que perderam a verba do Bolsa-família por não conseguir matricular o filho na escola, a diretora desabafa: "Não temos estrutura para organizar 500 famílias, é muita criança".

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Centrais sindicais e movimentos sociais organizam jornada de lutas em Natal
Protestos vão preparar o clima para o grande ato do dia 14 de agosto
João Paulo da Silvade Maceió (AL), também escreve o blog ascronicasdojoao.blogspot.com Outros textos deste(a) autor(a)
• As centrais sindicais e os movimentos sociais mais importantes do país vão realizar nesta semana, em Natal, uma jornada de protestos que culminará no grande ato do dia 14 de agosto. A ideia é preparar o clima de lutas no Rio Grande do Norte, unificando diversas categorias de trabalhadores para enfrentar as demissões, a redução salarial e os governos.
O MST, a Conlutas, a Intersindical e a Assembleia Popular organizaram várias manifestações e debates que ocorrem entre os dias 11 e 13. Muitas categorias já começaram suas campanhas salariais e estão dispostas a unificar as lutas para combater os patrões e os efeitos da crise econômica. A preparação para o dia 14 não envolve apenas a cidade de Natal. Os trabalhadores de municípios vizinhos também estão se mobilizando, como é o caso dos servidores da educação de Ceará-Mirim, em greve desde o dia 22 de julho.
Alexandre Guedes, um dos dirigentes da Conlutas no Rio Grande do Norte, avalia a construção dessa jornada de protestos como um momento muito importante para a luta dos trabalhadores. “Essa jornada é fundamental para os trabalhadores. É parte de uma ação em resposta à crise econômica, mas também é contra os responsáveis por ela. Além das empresas e bancos, é preciso enfrentar os administradores do capitalismo, como é o caso do governo Lula”, defendeu.

João Paulo da Silva

domingo, 9 de agosto de 2009

DIA NACIONAL DE PROTESTOS E PARALIZAÇÕES

17 DE AGOSTO em Currais Novos -RN

CONVOCAÇÃO

  • NÃO AS DEMISSÕES
  • QUE O GOVERNO LULA EDITE UMA MEDIDA QUE IMPEÇA AS DEMISSÕES
  • · ESTABILIDADE NO EMPREGO JÁ·
  • AUMENTO GERAL DE SALÁRIOS·
  • REDUÇÃO DE JORNADA PARA 36 HORAS, SEM REDUÇÃO DE SALÁRIOS·
  • FORA SARNEY, PELO FIM DO SENADO, PRISÃO DOS CORRUPTOS E DOS CORRUPTORES·
  • EM DEFESA DO DIREITO DE GREVE·
  • O PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO, PETROBRÁS 100% ESTATAL·
  • PELA REESTATIZAÇÃO DA EMBRAER, DA VALE E DA CSN·
  • CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DOS CORREIOS·
  • TODO APOIO À LUTA DO POVO HAITIANO·
  • PELA RETIRADA DAS TROPAS BRASILEIRASDO HAITI·
  • ABAIXO O GOLPE DE HONDURAS

A PARTIR DAS 9:00HNA RUA CAPITÃO MOR GALVÃOEM FRENTE AO MERCADO PÚBLICO


Um futuro com cheiro de velho pela frente
Por Marcus Rocha, Estudante de Ciências Sociais, UFRGS (www.caraspintadasrs.blogspot.com)
Entre os dias 15 e 19 de julho, ocorreu em Brasília o 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes. Foram credenciados cerca de três mil delegados. Metade do esperado no propalado “maior Conune da história”. Patrocinado por diversos ministérios e pela Petrobras, um dos pontos altos do congresso foi o ato em defesa da empresa. A minoritária oposição criticou o atrelamento da entidade ao governo federal, cujos laços fizeram que diversos de seus integrantes saíssem em defesa de José Sarney, o presidente do Senado, apoiado por Lula, e alvo de diversas denúncias. A União nacional dos Estudantes já participou ativamente de debates sobre os rumos da nação. Contribuiu para colocar os estudantes na linha de frente do debate público na campanha “O petróleo é nosso”. Da mesma forma quando resistiu à ditadura militar - e por causa disso foi fechada pela ditadura, que perseguiu e matou diversos de seus integrantes, incluindo um de seus presidentes, Honestino Guimarães. Em 1992, soube que era hora de sair às ruas e exigir que Fernando Collor, primeiro presidente eleito diretamente pelo povo após a ditadura militar, acossado por denúncias de corrupção, voltasse para casa. José Sarney foi nosso último presidente indireto: apoiador da ditadura, vice de Tancredo Neves, que fora eleito pelo colégio eleitoral, falecido pouco após tomar posse. Essa postura “mais real que a do próprio rei” tomada pela direção majoritária da entidade (hegemonizada pelo PCdoB há vinte anos) é mais extrema que a da própria juventude do PT, que não se exime de fazer a crítica e a disputa internas. A única explicação plausível são os R$ 2,49 milhões, só esse ano, repassados pelo governo federal à UNE, cujos ex-diretores ocupam em massa cargos no governo. Faz opção, portanto, pela política miúda do toma-lá-dá-cá, daqueles que se aproximam do poder visando às benesses que o Estado pode garantir aos amigos do regime. Não é possível, pelos critérios contemporâneos, chamar de democrático um país no qual as instituições não são transparentes e tratam de forma privilegiada os poderosos. Não há accountability se aqueles que são cobrados pela opinião pública ou se lixam, ou mentem, ou tranquilamente fingem não ter qualquer responsabilidade. A UNE poderia voltar a fazer a grande política de outrora, se direcionasse seus recursos financeiros e humanos para colocar os estudantes novamente no centro do debate sobre os rumos do Brasil. Se a entidade fica ao lado dos que escondem, fraudam, pulam por cima dos controles constitucionais e avançam sobre o patrimônio público, ela se torna cúmplice do que há de menos democrático e republicano na sociedade brasileira. A União Nacional dos Estudantes dá, portanto, um passo atrás na história política do Brasil. Justo no momento em que a juventude gaúcha sai às ruas para protestar contra o governo de Yeda Crusius, recuperando inclusive o rótulo dos “Caras Pintadas” e reconhecendo a importância da atuação da entidade em 1992. Enquanto a sociedade se revolta com a existência de “atos secretos” dentro do Senado Federal, e com a existência de uma imensa máquina de influências da família Sarney, usados para proporcionar benefícios privados com recursos públicos. Quando os resultados da operação Satiagraha escancaram a existência de esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro que envolvem atores privados com tentáculos que descem fundo nas instituições políticas da nação. Quando as universidades de todo o Brasil fervem com greves, debates, ocupações e sonhos. Nesse momento de encruzilhada, a União Nacional dos Estudantes poderia exercer um papel maior e contribuir de fato para a melhoria da vida pública brasileira mas, ao contrário, faz opção pela velha forma de fazer política, com coronéis, clientelismos, patrimonialismos e outras características que ainda marcam nossa vida política.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Na tarde desse dia 4 de agosto a Conlutas realizou um protesto no Senado exigindo o 'Fora Sarney'. A manifestação durou poucos minutos até ser reprimida pela Polícia Legislativa. Mas foi o suficiente para ter ampla repercussão na imprensa. Acompanhe algumas notícias sobre o ato publicadas no próprio dia 4:

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O PT de saia justa
Rogério Câmara Professor de Rede Estadual de Ensino (rogeriomangue@yahoo.com.br) Passou na TV a propaganda política obrigatória do PT, onde falaram políticos e dirigentes do Rio Grande do Norte filiadosa ao partido. Esses, em falatória, exaltaram as “conquistas”, principalmente economicas do Governo federal e da governadora Wilma. No discurso deles tudo parece estar ás mil maravilhas, as políticas do presidente e da governadora estão levando a nação ao “desenvolvimento”. Foi citado avanços em infra-estrutura, estradas, portos, aeroportos, refinaria, exportações e até empregos. Agora quanto ao tema qualidade na educação, nada foi falado. Também pudera, pois o professor da rede estadual de ensino continua a ser humilhado pela péssima condição salarial. Um professor de ensino médio formado e aprovado no último concurso (2005) continua a receber a cada mês menos de R$780, 00 líquido, ou seja, o que não chega a dois salários mínimos. Desenvolvimento econômico sem o concomitantemente desenvolvimento na qualidade da educação de um povo fada da sociedade ao atraso, desigualdade social, subemprego, etc. Um motorista de ônibus coletivo em Natal ou um gari da urbana ganha melhor que um professor da rede estadual de ensino. Isso é o maior escândalo do Rio Grande do Norte. E se torna maior ainda quando o PT de hoje ocupa cargos estratégicos no setor de educação. O próprio secretário é filiado do partido que tem também um deputado estadual de comissão de educação de assembléia legislativa e líder do governo na casa. Na câmara Federal tem-se uma deputada do Rio Grande do Norte que é presidente de frente parlamentar em defesa Piso Salarial Nacional dos Profissionais do magistério Público de Educação Básica. Pelo Piso Nacional o valor de R$950,00 deveria ser o mínimo pago ao professor que ainda não tenha diploma de licenciatura, apenas o magistério. Esses dois parlamentares tiveram, na última eleição, muitos votos da classe docente. Isso por terem feito carreira e campanha política com a classe de professores. Acontece que agora esses deram “as costas” para os profissionais da educação quando na última greve não participaram efetivamente e até pressionaram para o fim da greve os dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN SINTE/RN, composta também, na grande maioria, de filiados do PT. Assim a greve não obteve conquistas significativas, pois se quer o piso ainda não é pago aos professores. Qual será o discurso do PT estadual na próxima campanha eleitoral quando o assunto for educação pública? Será que não vão falar do tema? Se falar pode até pegar mal.

Fonte: O Jornal de Hoje

14 de agosto dia de protestar

Fortalecer o 14 de Agosto: Dia nacional de protestos e paralisações!
Contra as demissões e pelo reajuste geral de salários.Vamos às ruas exigir do governo Lula a estabilidade no emprego e a redução da jornada, sem redução salarial.O governo Lula e a grande imprensa insistem em dizer que o pior momento da crise já passou. Mentira! O fato é que desde o anúncio da crise econômica já ocorreram mais de 800 mil demissões no Brasil. Mesmo assim os governos federal, estaduais e municipais estão despejando mais de 500 bilhões do dinheiro público para os patrões, que continuam demitindo, atacando os direitos e reduzindo salários dos trabalhadores.Por isso, dia 14 de agosto vamos fazer um grande dia de luta neste país. Vamos realizar atividades nas fábricas, nos bancos, nas escolas, nas plataformas, onde for possível.Vamos participar das manifestações unificadas que ocorrerem em nossa cidade. O nosso protesto será visto e ouvido em todo o Brasil: Não podemos pagar a conta dessa crise!É hora de defender o emprego e a redução da jornada de trabalho para 36h sem redução salarial. A Conlutas mais uma vez vai para as ruas exigir do presidente Lula que pare de ajudar empresas e bancos e garanta o emprego dos trabalhadores, editando uma lei que proíba as demissões.O Dia Nacional Unificado de Lutas foi aprovado pelas Centrais Sindicais e movimentos sociais mais importantes desse país. Será a continuação da jornada realizada em 30 de março passado, quando tomamos as ruas em diversas capitais. Será um dia de paralisações e de manifestações nas ruas, de acordo com a definição de cada uma das centrais e entidades a partir de sua realidade e da disposição de luta dos trabalhadores de cada categoria. O caráter unitário será marcado pelas manifestações conjuntas a serem realizadas nas capitais.Por um dia nacional de paralisações das categorias em luta!Além das diversas categorias em mobilização, como municipários e parte do funcionalismo estadual e federal, os bancários, petroleiros, trabalhadores dos Correios, trabalhadores da mineração e metalúrgicos já iniciaram suas campanhas salariais.Essas são categorias nacionais importantes de nossa classe, portanto, devemos apoiar suas campanhas, unificá-las as outras mobilizações e buscar transformar o dia 14 de agosto em um grande dia de paralisações nos locais de trabalho, com grandes assembléias, passeatas e protestos em geral.Após o dia 14 de agosto, fazemos um chamado a todas as centrais sindicais para que realizemos conjuntamente um novo dia nacional de paralisações, com objetivo de unificar as ações das categorias em luta e em campanha salarial.Nossas ações precisam contribuir para o fortalecimento da mobilização e da resistência das lutas específicas desses setores.Não às demissões!Que o governo Lula edite uma medida que impeça as demissões!Estabilidade no emprego já!Por aumento geral dos salários!Redução da jornada para 36h, sem redução de saláriosFora Sarney!O senador José Sarney é o pivô de mais um escândalo de corrupção que envolve o Senado. Só que agora ao invés do PSDB e do DEM, quem o defende é o PT, seguindo as ordens do presidente Lula. Essa é mais uma expressão de que o Senado para nada serve, ao não ser para o exercício da corrupção. Um exemplo são os mais de 600 “atos secretos”; secretos para nós trabalhadores, óbvio!No dia 14 de agosto a Conlutas também vai incorporar a exigência do Fora Sarney e prisão aos corruptos e corruptores!Pelo fim do Senado!Por uma Câmara Única! Em defesa do direito de greve! Todo apoio aos trabalhadores do INSS! Os ataques que os trabalhadores e suas organizações vêm sofrendo do governo Lula, dos patrões e da Justiça exigem uma resposta unificada. Vamos construir a unidade dos trabalhadores, do movimento sindical, popular e estudantil contra a política de ataques do governo e dos patrões, na defesa do direito de greve e das reivindicações da classe trabalhadora.Não à criminalização dos movimentos sociais;Nenhuma punição aos trabalhadores do INSS, manutenção da jornada de 30 h semanais e atendimento das reivindicações já.--

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

LEIA - A NOVA DEMOCRACIA

Editorial - Estado fascista em crise mata como nunca
Opiniões
Novas máscaras para a velha farsa
Podre é todo o sistema e seus agentes
Salve-se quem puder
Por trás da CPI da Petrobrás
Sob capitalismo, "doença invencível" volta a assolar a China
12 milhões de mortos invisíveis
Rio de Janeiro: Luiz Inácio, Cabral e Paes contra o povo
Guerrilha do Araguaia: Estado assassino encena novas "buscas"
Escravidão legalizada
Mais greves agitam o Brasil e o mundo
O caminho para a conquista do passe livre
Coluna de notas
USP: lições dos 57 dias de greve
Revolta popular confronta o Estado policial
Resistência camponesa de norte a sul
Mais um dirigente camponês é assassinado no Pará
Imperialismo reforça ocupações e abre novas frentes de agressão
A mentira da "retomada" econômica
As fronteiras marítimas e a guerra que se esboça
Grã-Bretanha persegue cidadãos paquistaneses
Notas
A farsa da 'Revolução Verde' no Irã
Enfrentamentos políticos em Bagua
Até quando república bananeira?
Notícias da guerra popular
Iraquianos e afegãos seguem golpeando invasores
Enxoval de camponês
Exército ianque: chacinas e suicídios
A literatura predileta de Lenin
14 anos da heróica resistência de Corumbiara
França: Protestos celebram os 220 anos da queda da Bastilha
Brecht mostra a alma boa de Setsuan
O amigo da música regional
Pedro Boi do 'Agreste'
Gafieira reacende suas chamas
Expediente
19 de junho
Incapazes de deter as ações guerrilheiras do EGPL, as forças de segurança indianas iniciaram uma campanha de repressão na região bengali de Lalgarh onde a Guerra Popular dirigida pelo PCI (maoísta) possui grande apoio entre os camponeses.21 de junho Pelo menos 11 policiais indianos foram mortos em um ataque com minas terrestres em Chhattisgarh (Bengala Ocidental). Os guerrilheiros atacaram um caminhão que transportava policiais e trocaram tiros com os soldados. A região onde se desenrolou a ação do EGPL pertence ao Corredor Vermelho, uma área onde o PCI (maoísta) e o Exército Guerrilheiro possuem grande influência e apoio entre as massas de camponeses, operários, estudantes e democratas. O Corredor Vermelho corta todo o país desde a fronteira com o Nepal até o Estado de Bengala Ocidental.
21 de junho
Um comboio que transportava 11 policiais foi alvo de uma explosão provocada pelo EGPL em Tongapal, a cerca de 500 quilômetros ao sul da capital do estado de Raipur.Uma semana antes, em Bengala Ocidental, forças de segurança indianas já haviam enfrentado manifestantes da região de Lalgarh, sob forte influência do PCI (maoísta).Centenas de policiais atacaram uma multidão de 3 mil pessoas em Pirakata.A gerência de turno do velho Estado em Raipur enviou mais de mil paramilitares para retomar a área depois que a polícia se retirou.

12 de julho
Agências Internacionais noticiaram um forte combate entre o EGPL e unidades paramilitares no estado de Chhattisgarh.Os guerrilheiros interceptaram um comboio das forças reacionárias com explosivos e fecharam uma estrada na região de selva do distrito de Rajnandgaon. As forças guerrilheiras provocaram mais de 30 baixas entre os policiais, entre os mortos estava um conhecido torturador. Os combatentes do EGPL se retiraram sem baixas.Pelo menos 26 policiais foram atacados e mortos por combatentes do EGPL no estado de Chhattisgarh. Vários repressores ficaram feridos durante os combates, que segundo notícias de agências internacionais contaram com mais de 300 guerrilheiros.

INDIA

18 de junho

Combatentes do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação - EGPL, dirigido pelo Partido Comunista da Índia (maoísta) mataram nove policiais durante um ataque com minas terrestres no leste da Índia. A ação foi voltada contra centenas de policiais que se deslocavam para combater a guerrilha em Patna, no estado de Orissa.Enquanto o velho Estado indiano enviava as tropas de policiais, o EGPL libertou mais de doze vilas, justiçou latifundiários e inimigos do povo, queimou delegacias policiais e escritórios do governo. Os reforços policiais enviados contra o EGPL não conseguiram chegar às áreas libertadas porque os moradores das vilas se confraternizaram com os guerrilheiros bloqueando as estradas e vias de acesso.

PERU

13 de junho
O ministro da Defesa peruano, Antero Flores Aráoz, foi obrigado a confirmar que um militar peruano foi ferido durante os confrontos com o Exército Guerrilheiro Popular, dirigido pelo Partido Comunista do Peru – PCP, na região do vale dos Rios Apurímac e Ene - VRAE. Apesar do representante do Estado reacionário peruano ter considerado a operação militar no VRAE um "sucesso", e de terem destruído duas bases guerrilheiras, é inegável o avanço da Guerra Popular, que desde a gerência genocida de Fujimori diziam ter aniquilado. A operação militar contra-insurgente contou com a participação de 200 efetivos do Exército, da Marinha e da Força Aérea do país. Um verdadeiro aparato de guerra para enfrentar o antes "derrotado" PCP.

3 de julho
Fontes da própria imprensa reacionária peruana informaram o ataque de uma coluna do Exército Guerrilheiro Popular à base militar de Sanabamba no departamento de Ayahuanco.Segundo as informações divulgadas, a base foi alvo de disparos durante mais de uma hora.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Declaração de Heloísa Helena
Heloísa Helena
Sáb, 09 de Maio de 2009 15:14
Declaração de Heloísa Helena, presidente nacional do PSOL, a respeito de notícias a seu respeito veiculadas em desacreditado jornal de circulação nacional. "Não faço parte de nenhum dos bandos políticos de Alagoas e Brasília que fazem orgias, políticas e sexuais, com dinheiro público roubado." Leia a íntegra da declaração.
Tenho a minha CONSCIÊNCIA ABSOLUTAMENTE TRANQUILA pois TUDO que foi feito durante o meu HONRADO Mandato de Senadora está TOTALMENTE de acordo com a Legalidade Institucional vigente. NUNCA fiz nenhuma Ilegalidade ou Imoralidade na minha vida Pública ou Privada. Repito NUNCA!! NÃO faço parte de nenhum dos Bandos Políticos de Alagoas e Brasília que fazem orgias, políticas e sexuais, com dinheiro público roubado. NUNCA patrocinei passagens aereas para Marginais que viajam para articular o Propinódromo da Roubalheira do Eixo Alagoas/Brasília.
USEI as passagens TOTALMENTE de acordo com o que estabelecia a Legislação Vigente. Repito TOTALMENTE de acordo com a Legislação vigente! SE eu gostasse de safadeza política eu teria uma Aposentadoria Parlamentar de 8 mil reais, e abri mão sem pestanejar por não reconhecer legalidade no fato. NUNCA usei o Plano de Saúde de Ex-Senadora como tenho direito exatamente por não reconhecer legalidade no fato. E para encerrar, Desafio o Jornal que deu manchete com o meu nome a publicar como foram utilizadas TODAS as passagens de TODOS os Deputados Federais e SENADORES de Alagoas."
Heloísa HelenaPresidente Nacional do PSOL
Conlutas faz protesto pelo “Fora Sarney” no Senado
Seguranças reprimiram a manifestação pacífica, e dois sindicalistas foram detidos pela Polícia Legislativa
da redação
• Cerca de 50 pessoas ligadas à Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas) ocuparam o plenário do Senado na tarde desta quinta-feira para exigir o “Fora Sarney”. O protesto foi reprimido pela Polícia Legislativa com violência. Os manifestantes foram duramente agredidos. Dois sindicalistas foram detidos, Atnágoras Lopes, da coordenação nacional da Conlutas, e Vivaldo Moreira, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.Os ativistas que estavam em Brasília eram, em sua maioria, metalúrgicos da Embraer. Eles se encontravam na capital federal para uma audiência no Congresso Nacional, que ocorreu pela manhã, para tratar das mais de 4 mil demissões efetuadas pela empresa em fevereiro passado.“Era um ato pacífico e usaram de truculência, o que só mostra como o próprio Senado é”, disse Herbert Claros, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e funcionário da Embraer. Os manifestantes entraram no plenário do Senado em silêncio, usando máscaras cirúrgicas e segurando uma faixa com os dizeres “Fora Sarney” e “Pelo fim do Senado”.A polícia da casa, convocada pelo presidente da sessão, Adelmir Santana (DEM-DF), partiu para cima dos ativistas, arrancando a faixa e espancando-os. Vivaldo foi agredido com um soco no rosto. Atnágoras reafirmou que a conlutas segue defendendo a queda do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-MA) por se tratar de um corrupto.Neste momento, os manifestantes acompanham a liberação de Atnágoras e Vivaldo, que prestam depoimento na Polícia Legislativa.